quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pré 1: Paralela

Imagine o mundo com uma história completamente diferente daquela onde estamos acostumados a ver. Imagine um mundo onde há milhares de anos houve um choque de duas civilizações dominantes, onde uma delas acabou presa num mundo paralelo, condenado a ter uma aparência igual às do povo vencedor, condenado a ser o resultado da lei física de reflexão da luz, quando esta vem de um ser humano.
Imagine-se sendo o reflexo de outra pessoa, imagine-se olhando-se no espelho não porque quer, mas porque quem está do outro lado quer se olhar, e você só está sendo seu reflexo. Pense que isso seria possível sem essa necessidade, pois a lei da física já garante a reflexão, com um único mundo sendo necessário, mas a arrogância humana acabaria com isso, fazendo com que pessoas inocentes vivessem em prol de outras, inclusive na aparência e nos ciclos de vida.
Agora imagine que a possibilidade de libertar esse mundo estranho fosse possível, desde que certo acordo fosse corretamente cumprido, ou não... O fim total dos dominadores?


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Paraíso

Olhar para o céu e perceber a noite na infinidade de estrelas que o contém. Ver na paisagem o quanto é deslumbrante um lugar que parece esculpido por mãos hábeis em seus mínimos detalhes. Conhecer profundamente as pessoas com que você convive a aprender a gostar cada vez mais de cada uma delas. Ver a realidade nos olhos e sorrisos de cada uma das pessoas que vivem lá, mesmo com tanta dificuldade, tanto problema, com a realidade de vida exposta aos nossos olhos de pessoas que não conheciam nada mais por trás de simples turismo.
A magia de um lugar onde o tempo parece não mais fazer sentido, onde a imaginação pulsa entre cristais e discos voadores, onde toda a capacidade de se humanizar e de pensar a vida pode parecer completa. A beleza de uma região onde percebemos que a vida ainda pode continuar, que às vezes reclamamos sem precisar, que às vezes nos faz pensar o quando é belo estar com quem gostamos, e que faz nossa visão de mundo e de si mesmo mudar completamente.
A experiência de estar nesse lugar, onde o ar que se respira, o chão que se pisa, a comida que se come, parece perfeitamente bem colocado para que todos se sintam bem. E nos sentimos bem. O olhar de quem vive lá, desde a mais pequenina mosca até a pessoa que se levanta cedo para iniciar seu dia, inspira continuar vivendo, cada vez mais. A paz que traz a vontade de seguir com todas as possibilidades, de entender que podemos repensar sobre nós mesmos, o que somos, o que podemos ser. A chance que tempos de gostar mais e mais de quem está do nosso lado nessa jornada.
E esse lugar ficará cada vez mais em nossas lembranças como algo perfeito, um verdadeiro paraíso encravado no nordeste de Goiás, onde viver, e apenas viver, é o que basta.
Amo esse lugar, amo aquela cidade, amo aquelas pessoas que me acompanharam, amo aquelas pessoas que vivem a realidade difícil de um mundo que muitos pensam ser apenas beleza!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A = A

Sentir é algo tão bom, somos provados a isso cada momento que olhamos as possibilidades de sermos o que queremos e o que deixamos de querer. Quando sabemos o que queremos, é melhor ainda. Quando aquilo que queremos é nutrido por uma vontade de não largar, um carinho por não estragar ou dar errado, isso se chama amor.
Mas valer a pena é fundamental, posso dizer que tudo o que sentimos, e que se chama amor é basicamente algo que deve valer a pena para nós mesmos. Diria que o amor que vai é igual ao amor que vem, e assim ele vale a pena. Mas o amor que vem é algo que nunca sabemos como ele vem, e sentimos sua chegada de formas diferentes. Somos fontes de sentimentos, ligadas numa força que só funciona com idas e voltas. Se a volta não chega a você, há o sofrimento. Mas é esse o problema.
O amor que vai do outro é o amor que vem a você, mas eles não conseguem ser perfeitamente iguais o tempo todo. Às vezes nos iludimos e acreditamos num amor que vem maior. Às vezes acreditamos que ele não vem, e sofremos, mas ele está lá. O amor é um sentimento sem precedentes, amamos, sabemos o quanto amamos, e acreditamos não teremos certeza do quanto nos amam, a não ser que confiemos.
E a confiança, essa sim é algo que vem junto, obrigatoriamente junto ao amor. Não existe amor sem confiança. Um "eu te amo" sincero vale mais que qualquer outra coisa. Querendo ou não sabemos quando ele é sincero, querendo ou não, se amamos, sabemos que o amor que vem é sincero, e ele se torna perfeito quando sentimos que o amor que vai é igual ao amor que vem. E é lindo, se você confia que quem te ama, te ama, você ama muito mais.
Por isso que num amor sincero A = A. O amor que vai é igual ao amor que vem, e nós sentimos isso. Ame  o mais incondicional que puder.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

A falta de sentido faz sentido

Bate o pé no chão e anda. Bate o pé no chão e canta. Abre a boca e canta. Seja, não seja, deixe de ser. Será? Que coisa mais sem graça, seres humanos alfabetizados perdem tempo lendo nada mais nada menos do que um texto sem sentido. Tudo bem, compreendo. Vou chorar, berrar, espernear. To inconformado. To conformado, brincadeirinha, não tem nada demais aqui. O uso anormal do português triste. O uso coloquial de uma falta de coisas sensoriais que o olho vê.
O olho vê. Minha avó vê, meu cachorro vê. A planta vê. Oi? Não, a planta não vê. É claro que ela vê. Ela vê sim,ela não tem olho, tem folha, folha o máximo que faz é respirar. E respirar não é ver? O fluxo de ar saindo e entrando como se fosse algo antinatural e antidepressivo visíveis de forma invisível. É visão.
Um fantasma inesistente. A rainha má cantando sua canção da alegria quando acho que Branca de Neve morreu. Um fingimento basco. Um prostituta que se apaixona por todos os clientes. Uma vaca leiteira que secou. Eu. Você, tendo a noção mais esperta de que ser gente é algo vegetal, e ser vegetal é mais humano que ser qualquer coisa nesse mundo.
No mundo? Há mundo? Que mundo? Essa bola redonda azul que gira em volta de uma bola redonda amarela que brilha e é quente? Trágico. Morte, vida, severina. Opa, modernismo brasileiro? Por acaso eu estava falando de mundo. Que droga. Mais uma vez to sem assunto. E coloquial.
Nada de norma culta. Chega, não temos cultura como tem uma puta. Cansei de ser algo relativo. O ser humano é gradativo. Fracassos existem para fracassar. Frango a fru-fru não é bom pra se assar. Minha vó tem muitas joias, só usa no pescoço. Meu cachorro engoliu o osso.

sábado, 5 de maio de 2012

Enchendo Linguiça: Contando Palavras, Com Essa Letra


Qualquer ser brasileiro, desde sua mais remota infância, e claro, desde que tenha possuído ela (vai saber se todos os que sabem ler não conhecem) já jogou aquele típico jogo, conhecido como Stop, Adedonha, Adedanha, Letrinhas, etc.
Sim, meu caro leitor, não falo nada mais, nada menos que daquele jogo onde certa letra é lançada e você deve responder palavrasque começam com essa letra de acordo com o respectivo tema. E desse negócio de tema surgem os mais variados, dos mais criativos aos indispensáveis.
Nome é sempre o primeiro item e e você sempre vai encontrá-lo numa adedonha perto de você. Geralmente é o escape que se tem para que você escreva qualquer coisa e justifique dizendo que conhece uma pessoa que se chame assim. Deveriam ser nomes normais, mas como nada especifica, e ninguém vai ficar mostrando a identidade da pessoa nomeada, é e sempre será o quesito que no mínimo algum ponto será conquistado.
Daí vem o animal. Outro mega indispensável. Geralmente - não sempre - as pessoas tem a santa criatividade de achar que podem especificar demais (já vi uma "girafa do pescoço curto", e uma "tarântula verde") e ainda dizer que já viram. Agora todo mundo é testemunha ocular de mutações celulares imaginárias e mosntruosas, mas às vezes se torna aceitável.
Cidade, Estado ou País (ah, o famoso CEP). Uma pessoa muito da desinformada acabaria informando aquele conjunto de números que identificam uma rua, mas qualquer um que já tenha jogado esse maligno jogo sabe que esse é outro quesito muito presente e muito polêmico. Sim, porque de tudo um pouco vale para roubar uns pontinhos nesse quesito. Desde cidades imaginárias até micronações já foram citadas nesse tema, que não faz jus ao nome. Cidade, estado ou país, não quer dizer que devemos colocar ilha, continente, oceano, planeta, galáxia, enfim... Cada um joga com suas regras, bizarras ou não (e se tratando de bizarrice, exemplo é o que não falta).
Parte do Corpo Humano, outro tema quase nunca jogado fora e que nos leva a pensar em ideias cada vez mais absurda. A redundância ali é completamente sem limite (já vi, por exemplo, pessoas colocares "mão esquerda", "célula epitelial") e desnecessária. Coisa básica, tipo, é claro que a mão esquerda é muito diferente da mão direita, apesar de serem mãos.
Outro tema interessante é Fruta, que eu diria ter sofrido uma evolução Darwiniana. No começo, só valia fruta. Um tempo passou, a coisa se transformou em FLV (Fruta, Legume ou Verdura), e hoje todo tipo de comida (se brincar até o espetinho de gafanhoto chinês) é considerado nesse delicioso quesito.
A sogra é outra vítima desse maldito engraçado jogo. Minha Sogra É, digamos que seja outra válvula de escape para se conseguir uns pontinhos. Qualquer coisa tá valendo, o importante é atingir a "dona coisa" (claro, fique a vontade se quiser ser um bom menino e elogiá-la).
Por fim, ainda há esperanças de surgitem temas criativos e sem o menor nexo, em que qualquer besteira, apenas para fazer a graça do jogo, se faz presente. As vezes algo constrangedor, ou alguma coisa para se escrever besteiras. Claro, geralmente também encontramos Profissão, Marca, Filme, Instrumento Musical, Carro, Eu Faria no Bosque da UFG, enfim, a criatividade está ao seu alcance para que o jogo seja o mais divertido possível.
Toda besteira, redundância, idiotice ou palhaçada faz da adedonha/stop/adedanha um dos melhores jogos para se divertir com quem você gosta, seja criança, adulto, idoso, cachorro, papagaio, enfim, fica a dica.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Rápido, limpo e puro


Somos seres de um mundo que pode girar acordo com as nossas possibilidades e não apenas porque ele gira em torno de seu eixo rotacional. Afinal, quem somos nós? Essa pergunta, em hipótese alguma, deseja se calar. Mas antes de qualquer possibilidade, vamos falar de outras coisas.
Que coisas? Desconcentração, falta de visão noturna? Facilitação do gênero da gramática grega? Evolução das briófitas? Tecnologia interna de um celular antigo? A briga de galo? Um filme trash? A epidemia das aleluias no bairro da luz? Bem, imaginar um tema para qualquer texto que realmente seja bom não é coisa fácil. Mas não é impossível. 
Tudo tem seu lado interessante. Somos chatos, mas somos interessantes pela "chatisse". Uma terra sem fim pode ser interessante se sua história for contada por vários ângulos, numa cosmogonia perfeita. Ou não. Uma carteira cheia de dinheiro pode ser a coisa mais desinteressante se não tiver utilidade.
Mas coisas inúteis também são de algum interesse. Ah, que são. Falar da guerra de formigas no formigueiro no canto da casa pode ser algo tão interessante, descrevendo as atitudes de cada uma das faceiras formiguinhas que disputam seu território pata a pata. E falar de um alto falante de computador que tem o formato de coco, com sua fofura cantante no último volume daquela música que você adora.
E tudo, tudo mesmo, todas as coisas possíveis de existência no mundo, todas as coisas formadas por qualquer uma das centenas de substâncias presentes naquela tabela, tudo tem a possibilidade de se tornar um assunto interessante para um texto.
Um chute na pedra? Um copo de leite vencido? Um quarto bagunçado com um prato de macarrão velho jogado num canto? Um tênis na cozinha? Uma empresa que rouba órgãos artificiais que não foram pagos? Que assunto? Que dúvida!
A dúvida é boa. O assunto é variado, pode ser mais do que interessante. Não precisa ser rápido, limpo, nem puro, precisa ser assunto.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Filosofando: Era uma vez um lugarzinho no meio do nada

Localize-se. Viva a sua vida onde quiser...
Olhe para o chão. Não. Chega de cabeça baixa.
Olhe para o céu, cabeça alta, é melhor. Olhe em volta. O mundo é redondo, mas é chato. Chato para nós, redondo para todos.
Quantos lugares há no mundo?
Infinitos. O chão onde meus pés tocam é um lugar. A sala em que estou é outro, repleto de pequenos lugares bem colocados dentro uns dos outros. Mas não há nada. Duas coisa não ocupam o mesmo espaço, certo?
Pode-se dizer que sim, somos coisas únicas. Um lugar repleto de pequenos lugares que não se juntam entre si. Nada é concretamente distinto, mas nada é perfeitamente junto.
A vida é bem assim, a beleza está em cada uma das pequenas coisas, que se juntam e formam uma coisa grande, mais bela ainda, onde os problemas são só consequências para se chegar à verdadeira beleza.
Todos os lugares são possíveis: aqui, ali, no tudo, no nada. Tudo é completamente passível de possibilidade. Ou não.

sábado, 14 de abril de 2012

Curtura i Árti: Arte de falar

Diga diga diga diga diga. Escute o som de suas cordas vocais. Cante. Fale. Frases, palavras feitas, textos complexos e sons variados. Onomatopeias. Desgraça de mundo sem som? Não, gesticule. Gesticular também é dizer. Olhar é dizer, andar é dizer.
Expresse-se. Comunique-se. Mostre a que veio no mundo. Não deixe de mostrar o que você é. Não deixe. Não deixe mais nada. Deixe tudo! Não.
Cale-se. Acomode-se num canto. Não diga, não escute, não cante, não fale, não gesticule. E seja infeliz, seja sozinho.
Pule, dance, chame a atenção. Grite, esperneie, chore, sorria, bata, xingue. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Não deixe de dizer, não deixe de mostrar. Se exiba.
Não, não se mostre demais, só seja você. Tenha personalidade. Leu? Per-so-na-li-da-de. Sim, com separação silábica.
Sílaba? Conceito urgente de palavra feita? E quem dá conta de ler? São sim, os mesmo que dão conta de falar. Mas por quê? Por que quem dá conta de falar às vezes não dá conta de ler? Não sei.
O mundo se expressa em símbolos, gestos, palavras, cores, sons, vidas, mortes, seres humanos, plantas, animais.
Textos. Uma imagem pode ser um texto. Um filme, um olhar, uma desconsideração de alguém para com o outro. Uma gíria. Gírias também comunicam.
Preconceito alado de quem acha que fala bem, voe logo! Suma daqui, rapaz.
Todos falamos bem, cada um da sua forma: com som, sem som, com palavra, sem palavra, com imagem, sem imagem, quem quer e quem não quer. Dane-se.
Co-mu-ni-que

Coloque algo aí...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Toda forma de amor

Todos nós já tivemos aquela sensação de que estamos apaixonados. Boa sensação, angustiante, principalmente naquele início, mas perfeita. Quando amamos verdadeiramente alguém, demonstramos cada vez mais capacidade de entender que toda forma de se amar faz bem.
Sociedade atual... Estereótipos aguçados no sentido de que só podemos amar um tipo de pessoa, que tem aquelas características especiais. O amor por acaso é filtrado? Não.
Tem gente que acha que é feio um homem amar outro homem, uma mulher amar outra mulher, uma pessoa amar alguém bem mais velho, ou de tipo físico diferente do seu. mas não é. O amor não escolhe isso, e ele é lindo de qualquer forma, e nunca será errado. Dane-se se as críticas do mundo lá fora te impedem de ser feliz. Vá ser feliz. não se impeça de amar porque uma característica social do local em que você vive quis impor assim e pronto. É mentira que existam formas erradas de amar. É verdade que existam pessoas que não aprenderam o verdadeiro sentido desse verbo.
Seríamos vítimas de quem? De ninguém. De forma nenhuma poderíamos nos deixar ser vítimas de pessoas que nos criticam, que falam mal das nossas escolhas por princípios muitas vezes mal fundados e por um rancor imposto de muito tempo. Quem diz isso, precisa aprender que amar é amar, e só isso. Não devemos fazer o que não queremos só para ser aceitos pela sociedade em que vivemos.
Somos livres para sentir, somos livres para amar a quem quisermos.